A Vivo lançou o Vivo Satélite, um serviço feito com a Starlink que conecta o celular direto a satélites quando não há sinal da rede comum. Ele funciona para mensagens, mapas e chamadas por aplicativo, sem antena extra, e não custa nada a mais nos primeiros 12 meses para clientes pessoa física elegíveis.
O anúncio saiu em 26 de outubro de 2026 e chamou atenção por um motivo simples: quem já ficou sem sinal numa estrada ou no interior sabe o quanto isso pesa. Abaixo, o que foi anunciado, o que dá para fazer e o que ainda fica de fora.
O que é o Vivo Satélite
O serviço foi desenvolvido com a Starlink Mobile, da SpaceX, e chega a uma base de 50 milhões de assinantes. A tecnologia é chamada de Direct to Device (D2D), ou "direto para o aparelho": o smartphone comum fala diretamente com satélites de órbita baixa, sem precisar daquela antena da Starlink que muita gente conhece.
Na prática, funciona parecido com o roaming: quando o celular perde o sinal terrestre, ele passa sozinho para a rede via satélite, que aparece no aparelho como "VIVO STARLINK". Você não precisa trocar de chip.
A rede terrestre da Vivo já atende 98% da população. O satélite entra para cobrir o que sobra: rodovias, áreas rurais e regiões remotas.
Como os satélites "conversam" com o celular
Satélites de órbita baixa ficam muito mais perto da Terra do que os satélites tradicionais de TV. Essa proximidade é o que permite que um aparelho comum, com a antena que já tem, consiga trocar dados com eles. O serviço usa uma pequena parte do espectro da Vivo na faixa de 2,6 GHz e a primeira geração da solução da Starlink para celulares.
O que funciona via satélite
Nesta primeira versão, o foco é se comunicar e se localizar. Dá para usar:
Mensagens com texto, áudio, fotos e vídeos no WhatsApp, SMS, MMS, RCS, iMessage e Google Mensagens;
Google Maps e Apple Maps;
O aplicativo da Vivo, para consultar e alterar serviços;
Chamadas de voz pelo WhatsApp, com velocidade limitada e qualidade que pode variar, inclusive com pequenas interrupções por causa da movimentação dos satélites.
Usar esses serviços pelo satélite não consome a franquia nem o bônus de dados do plano.
O que não funciona: streaming, chamadas de vídeo, navegação completa na internet e apps fora da lista. Também ficam de fora as ligações telefônicas convencionais, as chamadas de emergência e os alertas da Defesa Civil. Ou seja, o satélite ainda não substitui o 190 ou o 193 numa emergência. Internet em alta velocidade depende da próxima geração dos satélites da Starlink, e não há data divulgada para ela.
Quem pode usar e quanto custa
O serviço está incluído sem custo adicional por tempo limitado: 12 meses para pessoas físicas e 3 meses para clientes empresariais. Para pessoas físicas, o benefício vale em determinadas ofertas de:
Pós-pago, Vivo Total, Vivo Lite e Tourist Plan;
Controle com franquia principal a partir de 10 GB, com algumas exceções;
Pré-pago, ativado em promoções a partir de R$ 30 de saldo.
O jeito mais rápido de saber se o seu plano entra é consultar o App Vivo.
Ainda não foram divulgados o preço depois do período gratuito nem as velocidades. As condições podem ser alteradas, prorrogadas ou encerradas com aviso prévio aos clientes.
Meu celular funciona?
Depende do modelo. O serviço funciona em Android e iOS. Você precisa de um smartphone com 4G ou superior, com a versão mais recente do sistema, chip 4G/5G ou eSIM e o roaming nacional de dados habilitado. Também é preciso ter boa visão do céu: construções, árvores e ambientes fechados atrapalham o sinal. Alguns modelos da Samsung, da Motorola e da Apple têm um "modo satélite", que segura atividades pesadas, como backups, e economiza dados em apps como mapas e WhatsApp. Para os outros aparelhos, a Vivo está trabalhando para reproduzir essa experiência.
A página do Vivo Satélite tem uma consulta de modelos compatíveis. Funciona também em movimento, em áreas abertas, mas dentro do carro o sinal fica mais fraco: a Vivo recomenda deixar o celular perto do painel. O uso no exterior ainda não está disponível, e os países participantes serão anunciados pela Vivo.
Por que isso interessa a quem trabalha com tecnologia
Além de ser uma boa notícia para quem viaja, o lançamento mostra uma tendência que vale observar: redes de celular e de satélite funcionando juntas, de forma transparente para o usuário. Para quem desenvolve aplicativos, é um lembrete prático de que nem toda conexão é rápida e estável. Apps que carregam o essencial primeiro, mandam pouca coisa pela rede e lidam bem com conexão fraca tendem a funcionar melhor nesse tipo de cenário.
Para empresas, a Vivo também prevê condições específicas para comunicação entre máquinas (M2M), como sensores e equipamentos conectados.
Perguntas frequentes
Preciso comprar antena da Starlink para usar o Vivo Satélite?
Não. A tecnologia conecta o próprio smartphone aos satélites. É preciso ter um aparelho compatível, plano elegível e boa visão do céu.
Dá para assistir vídeos ou navegar normalmente pelo satélite?
Não nesta versão. O serviço cobre mensagens, mapas, o app da Vivo e chamadas de voz pelo WhatsApp. Vídeo, streaming e navegação completa ficaram de fora.
Quanto vou pagar depois dos 12 meses grátis?
Ainda não se sabe. Depois do período promocional, a contratação será opcional, mas os valores não foram divulgados.
Preciso ativar alguma coisa?
A troca para o satélite é automática quando o celular fica sem sinal, mas o roaming nacional de dados precisa estar habilitado e o sistema do aparelho, atualizado. Vale confirmar a elegibilidade no App Vivo.
Próximos passos
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Fontes
Vivo Satélite, página oficial da Vivo, consultada em 26 de outubro de 2026.
Vivo lança serviço com Starlink para mensagens e chamadas via satélite, TeleSíntese, 26 de outubro de 2026.
Vivo e Starlink lançam conexão via satélite para celulares no Brasil, com acesso grátis por até 12 meses, Hardware.com.br, 26 de outubro de 2026.